25
Abril
21:30 — 23:30
Terceira – Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo
Canada Nova, s/n

Angra do Heroísmo, 9700-130
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A Companhia Nacional de Bailado traz ao Grande Auditório do CCCAH, a 25 de abril, pelas 21h30  “A Perna Esquerda de Tchaikovski” – peça para uma Bailarina e um Pianista, que dispensam apresentações, respetivamente Barbora Hruskova e Mário Laginha, com texto e direção de Tiago Rodrigues que, a convite da CNB, e em diálogo com o piano de Laginha, revisita a carreira de Hruskova.

Adicionalmente a CNB promove no dia 24 de abril uma Masterclass pela Bailarina Barbora Hruskova na EBS Tomás de Borba. Uma oportunidade única para os alunos de dança daquele estabelecimento de ensino.

Sinopse pelo Diretor e argumentista Tiago Rodrigues: Tudo partiu duma pessoa e da sua vida. O desafio que Luísa Taveira, diretora artística da Companhia Nacional de Bailado, me lançou foi o de criar um espetáculo para uma bailarina que chega ao fim da sua carreira: Barbora Hruskova. O meu papel e o de Mário Laginha era o de traduzirmos para o palco, em colaboração com Barbora, esse momento definitivo dum corpo que está prestes a abandonar a dança. Desejamos também mostrar ao público aquilo que a dança clássica obsessivamente esconde: o trabalho infernal que está por detrás da beleza etérea do ballet. A disciplina militar, a dedicação que é quase devoção, a compulsiva busca da perfeição, as privações, a constante autocrítica. E sim, o prazer. Mas o prazer que resulta da escalada extenuante a cumes
inacessíveis. Se estivesse já escrita a biografia da bailarina Barbora Hruskova, este seria um espetáculo livremente baseado nesse livro. E a personagem de Barbora seria interpretada pela própria Barbora. Como se devolvêssemos a tradução à sua língua original. Partimos da sua história pessoal e tentámos torná-la uma história de todas as bailarinas para todo o público. Mas depois devolvemo-la a Barbora para que esta tradução seja preenchida do seu sentido original e da sua energia vital. Barbora costuma dizer que dançar é ser “atravessada pelas tempestades”. Ao vê-la interpretar o material que lhe compusemos, descobrimos que é ela a verdadeira tradutora. Barbora traduz as tempestades.

 

Cartaz: DR

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