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Maio
19:30 — 20:30
São Miguel – Biblioteca Municipal Daniel de Sá
Largo das Freiras, s/n

Ribeira Grande, 9600-511
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O escritor nordestense João de Melo, natural da freguesia da Achadinha, dará uma conferência sobre Nordeste, Açores e Açorianos na Literatura Portuguesa no dia 15 de maio às 20:30 h no Centro Municipal de Atividades Culturais do Nordeste. E no dia seguinte, às 19:30 h, na Biblioteca Municipal Daniel de Sá, na Ribeira Grande.

João de Melo nasceu nos Açores, em 1949. Aos 11 anos, deixa a sua ilha natal para prosseguir os estudos no continente, como aluno interno do Seminário dos Dominicanos, onde permanece entre 1960 e 1967. Abandonado o seminário, passa a viver em Lisboa, prosseguindo os estudos enquanto trabalha e iniciando colaborações na imprensa escrita. É, aliás, num jornal, o Diário Popular, que publica o seu primeiro conto, aos 18 anos. A partir de então publicará contos, crítica literária e poemas em diversos periódicos de Lisboa e dos Açores, integrando-se na geração literária que, sediada em Angra do Heroísmo – e ligada ao suplemento literário do jornal A União – renovou a literatura açoriana contemporânea.
A incorporação no exército, com o posto de furriel e a especialidade de enfermeiro, em 1970, e a posterior ida para Angola, onde permaneceu 27 meses numa zona de guerra, marcá-lo-ão em termos pessoais e literários, sendo tema de vários livros seus, de que se destaca, na ficção, Autópsia de Um Mar de Ruínas, romance que é uma referência na literatura portuguesa sobre a guerra colonial.
Já após a revolução de Abril de 1974, João de Melo licencia-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, mantendo sempre colaboração em diversas revistas literárias (Colóquio-Letras, Vértice e, mais tarde, Sílex, Ler, etc.). No início da década de 80, torna-se professor do ensino secundário, actividade em que reparte até hoje o seu tempo com a escrita literária.

Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios literários: Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, Prémio Eça de Queiroz/Cidade de Lisboa, Prémio Cristóvão Colombo (Capitais Ibero-americanas), Prémio Fernando Namora, Prémio Antena 1, Prémio «A Balada» e Prémio Dinis da Luz. Em 2016, foi distinguido pela Universidade de Évora com o Prémio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra.

Foi condecorado com a Ordem de Santiago da Espada (1989) e com a Ordem do Infante Dom Henrique (2015).

Gente Feliz com Lágrimas, o seu romance mais conhecido (cinco prémios literários, traduções em dez países, 27ª edição portuguesa em Fevereiro 2017) , foi adaptado ao teatro pelo grupo O Bando, a telefilme e a série de televisão pelo realizador açoriano José Medeiros.

 

Foto: DR

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