04
Novembro
15:30 — 17:00
Santa Maria – Biblioteca Municipal de Vila do Porto
Rua da Boa Nova, 19-29

Vila do Porto, 9580-516
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Retorno à Luz é um ciclo/conferência em 3 partes em torno de uma das grandes realidades da condição humana.
O processo de desligamento entre a consciência individual e o corpo físico, encarado pelas culturas tradicionais como um ritual natural de libertação, descrita como um “retorno a casa” pelas ortodoxias religiosas e, no entanto, temida e incompreendida pela maioria da população ocidental:
 O 1º nível propõe uma descrição genérica sobre as conceções da morte em termos individuais e coletivos, tal como pode ser observada em diferentes tradições, algo como um pequeno exercício em antropologia.

Neste nível poderemos compreender que, cultural e espiritualmente, a conceção que temos da Morte deriva diretamente da conceção que temos da Vida. O sentido que damos à Vida está diretamente presente na definição e significado que damos à Morte.
Culturas extrovertidas e identificadas com a produtividade e competição material têm conceções pobres e infantis da morte; em contraste com culturas que procuram significados mais profundos para a Vida e que projetam esses significados no processo da Morte, prevenindo assim a angústia, o desespero, o medo e a sensação de pessimismo existencial A Morte surge como o coroamento libertador e propulsor de uma existência “com sentido”, Vida e Morte teleologicamente ordenadas na direção de um horizonte maior.

 O 2º nível concentra-se no mecanismo da morte em termos ocultos, isto é, naquilo que foi possível reunir pelos observadores mais atentos e pelos intuitivos ao longo dos séculos, bem como o que tem sido transmitido através dos níveis esotéricos de cada Tradição para o consciente da humanidade.
Vamos trabalhar neste 2º nível a sequência de etapas que o nosso ser vive naquilo a que culturalmente ainda se chama morte e que é, afinal, um segundo nascimento. Assim, procuraremos responder à questão “O que acontece à consciência 20 minutos após o desenlace físico?”. Estaremos a “nascer” ao mesmo tempo em que “morremos”?

 O 3º nível foca a morte consciente – a educação para uma morte lúcida: a compreensão sistemática das etapas comuns do processo de desligamento em relação à natureza física e a cooperação consciente do indivíduo no momento em que abandona esta dimensão. Em todas as culturas no nosso planeta (sem exceção) o processo de desenlace físico é envolvido em preocupações de natureza espiritual sobre o “além”, preocupações que ganham expressão em rituais e comportamentos que procuram facilitar o trânsito entre esta vida e o estado que a sucede.

O estudo proposto considera a morte como a inversão da sequência de estágios que resultam no “nascimento”, uma inversão que é, em si mesma, um ritual, tão ordenado e rigoroso como o processo de conceção, gestação e nascimento. Compreendida como um dos rituais da Vida conduzindo à libertação da forma externa e consequente aproximação da consciência à “Fonte”, a inevitabilidade da morte pode ser integrada na harmonia psíquica como um evento análogo ao processo que deu origem à nossa existência física, apenas invertido: Morrer é nascer em uma dimensão superior. Nesse sentido a morte é uma meditação sem retorno, um reassimilar da consciência em núcleos mais amplos do Ser, um reencontro com a ordem cósmica, um processo tão natural e sagrado quando o ato de nascer.
Assumir a partida do teatro físico e social rumo, não ao desconhecido ameaçador ou a um deserto niilista, mas ao centro do próprio ser, num movimento que faz parte da ordem universal e no qual ninguém está exposto ao caos ou ao acaso, é o ponto de partida para a formação de seres capazes de integrar e transmitir um posicionamento consciente perante a morte.
A morte consciente será, no futuro, um assunto comum e, cedo ou tarde começarão a surgir facilitadores do trânsito entre dimensões, tal como hoje temos parteiras e técnicos de saúde especializados em facilitar o nascimento de uma criança.
Esta conferência pode contribuir para o deslocamento do enquadramento trágico e supersticioso da morte para um contexto mais amplo, onde a ordem cósmica é acolhida pelo ser e onde a morte é resignificada em função de metas mais abrangentes que o simples projeto de vida individual. Esta expansão, necessariamente curativa, descongestionante e regenerativa pode fortalecer a relação do individuo consigo mesmo, gerar níveis de confiança e resiliência psicológica e pacificar as emoções perante aquilo que é, afinal, um dos mais enigmáticos e belos portais da Vida.

 

Biografia: André Louro de Almeida é um catalizador espiritual livre.
A partilha da informação e do estímulo espiritual acontece no plano intuitivo, de coração a coração, sem formatos rígidos nem moldura tradicional.

André nasceu no Funchal em 1964. Desde os 18 anos de idade que detecta dentro de si um impulso definido para comunicar da forma mais abrangente e universal que lhe é possível, as impressões que recebe do seu próprio Núcleo Cósmico.

O contributo de André inclui reflexões em torno de um poliedro de conhecimento que contem elementos críticos como o despertar da essência da Vida Infinita no metabolismo celular, os centros-espelho intraterrenos em civilizações paralelas, a preparação para a integração da Terra na grande corrente ascendente do Universo e a religação da Humanidade aos caudais da Árvore da Vida, o sistema cósmico de circulação da presença divina.
 Em 1989 André Louro de Almeida foi contactado por seres do mundo interno na região de Dornes, Portugal. Estes seres instruíram-no sobre a existência de dois centros ocultos em planos paralelos: LYS, em Portugal e ANU TEA na Polinésia e prepararam os seus veículos internos para uma progressiva comunicação pública sobre estes centros, tarefa que André considera ainda não ter começado, no sentido iniciático, apesar das inúmeras referencias em todo o seu trabalho nos últimos 21 anos.
Foto: DR

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Detalhes

Data:
Novembro, 4
Hora:
15:30 - 17:00
Categoria de Evento:
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