30
Dezembro
17:00 — 18:30
Flores – Museu Municipal das Lajes
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BURKINABÈ RISING: a arte da resistência em Burkina Faso
de Iara Lee
Documentário, 72 minutos
Com apresentação e conversa final com a realizadora

Sinopse:
Um novo documentário da Cultures of Resistance Films, dirigido por Iara Lee, apresenta a resistência não-violenta e criativa no Burkina Faso. Este pequeno país da África Ocidental, que se estende entre o deserto do Saara e o golfo da Guiné, é o lar de uma vibrante comunidade de artistas e de cidadãos engajados em suas comunidades.

BURKINABÈ RISING mostra como mudanças políticas relevantes podem ser alcançadas quando as pessoas se mobilizam para agir e serve como exemplo e inspiração não somente para países africanos, como também para o mundo inteiro.

Através da música, do cinema, da ecologia, das artes visuais e da arquitetura, as pessoas apresentadas neste filme levam o espírito de Thomas Sankara adiante. Depois de assumir a presidência em 1983, Sankara foi assassinado através de um golpe de Estado em 1987, liderado por seu melhor amigo e conselheiro Blaise Compaoré, que posteriormente estabeleceu um governo autocrata que governou o país pelos próximos vinte e sete anos. Compaoré permaneceu no poder até outubro de 2014, quando uma grande insurreição popular o obrigou a fugir. Este espírito de resistência no Burkina Faso é atualmente mais poderoso que nunca e permeia todos os aspectos da vida diária do povo Burkinabè.
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IARA LEE, é brasileira de ascendência coreana, ativista, cineasta e fundadora / diretora da Cultures of Resistance Network, uma organização que promove a solidariedade global, conecta e apoia agitadores, educadores, agricultores e artistas com a intenção de construir uma sociedade mais justa e um mundo mais pacífico através da resistência criativa e a ação não violenta! Como cineasta, Iara já dirigiu / produziu vários documentários e dezenas de curtas-metragens ao longo da últimas décadas. Os seus mais recentes documentários foram filmados na África Ocidental: BURKINABÈ RISING (2018), sobre o a intersecção da arte e da política em Burkina Faso, e BURKINABÈ BOUNTY (2018), sobre agroecologia em Burkina Faso. Atualmente, ela tem quatro projetos em fase de pós-produção: STALKING CHERNOBYL, um filme que examina a cultura ‘underground’ da Zona de Exclusão de Chernobyl mais de três décadas após o desastre nuclear mais famoso do mundo; FROM TRASH TO TREASURE, um curto documentário sobre transformar aspectos negativos em positivos no Lesoto; WANTOKS: DANCE OF RESILIENCE IN MELANESIA, um curta-metragem que destaca os artistas que usam os seus talentos para celebrar a cultura local e chamar a atenção internacional para a luta de suas ilhas contra a mudança climática; e THE SAMI’S SONG OF SURVIVAL, um documentário sobre a resistência indígena na fronteira ártica.

Em 2015, Iara completou dois documentários: ‘K2 AND THE INVISIBLE FOOTMEN’, filmado no norte do Paquistão, que narra a história dos carregadores do majestoso K2, o segundo pico mais alto da Terra. ‘LIFE IS WAITING: Referendum and Resistance in Western Sahara’ analisa mais de quarenta anos de ocupação marroquina e a luta não-violenta saaraui pela autodeterminação de um povo para quem o colonialismo nunca terminou.

Em 2013, Iara terminou uma série de três curtas-metragens sobre direitos indígenas: BATTLE FOR THE XINGU, que destaca a determinação espetacular do povo amazônico em proteger o seu modo de vida; THE RAPE OF THE SAMBURU WOMEN, que narra a situação das mulheres na região de Samburu, no Quênia, onde a Inglaterra mantém instalações de treinamento militar há mais de cinquenta anos; e THE KALASHA AND THE CRESCENT, que conta a historia de como esta minoria indígena no norte do Paquistão responde aos desafios enfrentados pela sua cultura.
Em 2012, Iara dirigiu ‘THE SUFFERING GRASSES: quando os elefantes lutam, é a relva que sofre’, que examina o conflito sírio através dos civis que foram mortos, maltratados e deslocados para a miséria que são os campos de refugiados.

Em maio de 2010, Iara foi uma das passageiras do MV Mavi Marmara, um navio da Gaza Freedom Flotilla que foi atacado em águas internacionais pela marinha israelense, levando ao assassinato de nove trabalhadores humanitários. Entre as muitas pessoas que registraram os eventos naquele navio, a sua equipa foi a única que conseguiu esconder e reter com sucesso a maior parte das filmagens do ataque, que ela mais tarde divulgou ao mundo depois de uma exibição nas Nações Unidas. Iara é dedicada ao apoio de civis palestinos que são vítimas de crimes de guerra cometidos pelos militares israelenses e que sofrem atos contínuos de punição coletiva pelo governo israelense.

No início da guerra do Iraque em 2003, Iara decidiu morar na região MENA (Oriente Médio e Norte da África) para entender o conflito sob essa perspectiva. Ela passou muito tempo na Síria, Iêmen, Tunísia, Jordânia e Líbano, onde sentiu em primeira mão o bombardeio de 34 dias por Israel em 2006. Movida por essa experiência, ela dedicou-se à busca de paz na região. Iara é uma entusiasta das iniciativas que fortalecem a adesão ao direito humano internacional.

Em 2008, Iara viveu no Irã e apoiou vários projetos de intercâmbio cultural com o objetivo de promover as artes e a cultura para a solidariedade global. As suas experiências no Oriente Médio levaram-na a viajar para outros cantos do Sul global e culminou na produção do seu documentário CULTURES OF RESISTANCE (2010), que explora como a ação criativa contribui para a prevenção e resolução de conflitos em todo o mundo.

De 1984 a 1989, Iara foi a produtora do Festival Internacional de Cinema de São Paulo no Brasil. De 1989 a 2003, trabalhou na cidade de Nova York, onde dirigiu a Caipirinha Productions, uma companhia de mídia criada para explorar a sinergia de diferentes formas de arte, como o cinema, a música, a arquitetura e a poesia. Sob essa bandeira, Iara dirigiu documentários curtos e de longa metragem, incluindo SYNTHETIC PLEASURES, MODULATIONS, ARCHITETTURA, BENEATH THE BORQA, AN AUTUMN WIND, and PRUFROCK. Iara é uma apoiadora de longa data do Greenpeace, dos Médicos Sem Fronteiras, da Amnistia Internacional e de muitas outras organizações pelo mundo através da Cultures of Resistance Network Foundation.

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Detalhes

Data:
30 Dezembro, 2018
Hora:
17:00 - 18:30
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