17
Novembro
10:00 — 18:00
São Miguel – Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas
Rua Adolfo Coutinho de Medeiros, s/n

Ribeira Grande, 9600-516
A carregar Eventos

13 set – 17 nov. 2019
Espaço do Serviço Educativo

INAUGURAÇÃO| 13 set 2019 – 18h00

No próximo dia 13 de setembro, pelas 18h00, o ARQUIPÉLAGO – Centro de Artes Contemporâneas inaugura a mostra expositiva de Rubén Monfort “Despensas – a tradição de Rabo de Peixe”, que ficará patente até 17 de novembro, no Serviço Educativo.

 

Despensas – A tradição de Rabo de Peixe
Este projeto é uma exposição fotográfica a partir do trabalho de recolha, realizado entre Janeiro e Junho de 2018.
As Despensas são as danças tradicionais da Vila de Rabo de Peixe, uma vila situada no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, Açores.
Estas danças são dançadas por entre 15 e 20 dançarinos e acompanhadas por 4 ou 5 músicos. Cada dançarino veste um figurino específico igual ao dos seus colegas, e especialmente desenhado para a ocasião, e tocam as típicas castanholas espanholas. Os instrumentos dos músicos variam entre o acordeão, a viola e o violino. Ao mesmo tempo que acontecem as danças, todos os elementos cantam cantigas tradicionais das Despensas, em forma de despique e desafio, seja entre eles ou com alguém do público.
As Despensas são dançadas em inúmeras ocasiões e festas durante todo o ano, mas é durante as festas do Espírito Santo da Vila de Rabo de Peixe, que todas as Despensas saem à rua para mostrar aos seus vizinhos as suas tradições.
As Despensas da Vila de Rabo de Peixe dividem-se em dois: os Homens do Mar e os Homens da Terra. As Despensas dos homens do mar tem a sua festa no 7o domingo após a Páscoa, domingo de pentecostes, dentro das Festas da Beneficência, que acontecem sempre de sábado a segunda-feira. As Despensas dos homens da terra acontecem no fim de semana posterior, no 8a fim de semana após a Páscoa, o da Santíssima Trindade, dentro das Festas da Caridade.
Nestes dias de festa, as Despensas dançam-se na rua e percorrem as casas dos mordomos de toda a Vila de Rabo de Peixe, e as casas das outras Despensas, durante várias horas. Cada Despensa trata de tudo para acolher da melhor forma, com comida e bebida, para receber os restantes agrupamentos. Em frente às casas dos mordomos ou dos despenseiros, abrem-se as rodas dos dançantes para entrarem as crianças e as mulheres e dançar com eles.
Estas danças são únicas e diferentes de todos os outros ‘balhos’ da ilha, e sem dúvida são as que mais têm participação popular na ilha de São Miguel.
Esta exposição pretende mostrar uma contextualização desta tradição, dos dias da festa a todo o trabalho de preparação anteriores ao acontecimento.
Apesar das Despensas serem as danças com maior participação popular na Ilha de São Miguel, ainda é comum encontrar pessoas que não conhecem esta tradição.
Assim, o objetivo da exposição é celebrar a persistência anónima de dezenas de cidadãos em manter viva uma tradição, e garantir-lhes o protagonismo que merecem na ativação destas danças e celebrações populares. Desse modo também, dá-se lugar a uma contextualização da sociedade de Rabo de Peixe, assente numa tradição forte, genuína, peculiar e muito singular. Cria-se memória histórica das danças em formato expositivo, dando acesso a qualquer um sobre esta cultura verdadeiramente única de Rabo de Peixe, bem como ao expor-se em Rabo de Peixe, devolve-se à comunidade um espelho do seu trabalho e investimento, e cria-se um atrativo cultural no seu território.

 

Cartaz: DR

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