20
Abril
21:30 — 23:00
Flores – Museu e Auditório Municipal de Santa Cruz
Rua Senador André de Freitas, 13
Santa Cruz das Flores 9970-337
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Rimance de Mateus e a Baleia é o segundo espetáculo da Cães do Mar, onde mais uma vez as artes performativas tradicionais da região são focadas, trabalhando com uma filarmónica e dois actores para partilhar uma história possível da baleação e da diáspora açoriana no século XIX.
A novela de Herman Melville, Moby Dick, foi o ponto de partida para uma incursão nas memórias da baleação costeira açoriana, atividade de sobrevivência agora resgatada para o século XXI na forma de pacífica observação de cetáceos e atividades desportivas, e criação de uma narrativa centrada na figura de um jovem baleeiro picoense, Mateus Dias, figura ficcional que na sua demanda se cruza tanto com figuras reais como da literatura.

Esta ópera folk narra a história de Mateus Dias, um rapaz do Pico que, no virar do século XIX, vislumbra uma baleia branca de cima das rochas da Calheta do Nesquim e é tomado pelo desejo de procurar e enfrentar o animal. O pai é um lavrador de alguns cabedais e a mãe está determinada em manter o seu único filho longe dos botes e das baleias, evitando o mesmo fim do seu avô, vítima da fortuna e de um cabo demasiado rápido. Mateus ilude a vigilância materna, embarca ilegalmente numa baleeira americana e dá início à sua grande aventura.

Durante a viagem, passa por Cabo Verde, estabelece laços com os restantes Marinheiros e ouve histórias acerca da baleia branca que, há quase um século, aterroriza os baleeiros, e do capitão de uma só perna, tão obcecado a perseguir e matar a criatura, que acaba por morrer nessa empresa. Mateus fica ainda mais determinado a encontrar esse “demónio branco” de que todos falam. E encontra-o. Apesar da relutância do capitão e da tripulação em enfrentar este monstruoso sinal de má sorte, baixam-se os botes e a caçada começa. Rimance de Mateus e a Baleia é uma história de aventura e fantasmagoria, que mistura factos e ficção, apresentando uma imagem da dura realidade da baleação costeira nos Açores e bebendo inspiração no romance de Herman Melville, Moby Dick.

Um ator dá corpo a Mateus e a uma série de outras personagens, entre elas, o célebre capitão Anselmo, e também Ahab, a conhecida personagem de Melville. A baleia e o mar são representados pela banda filarmónica e a ação é pontuada por canções que nos lembram os sea shanties do século XIX.

 

Ficha técnica:

Libreto: Peter Cann

Música: Antero Ávila

Canções: Peter Cann e Hélder Xavier

Encenação: Ana Brum

Interpretação: Hélder Xavier e Ricardo Ávila

 

Foto: DR

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