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O ponto alto da festa é a entrada em cena dos mestres das rimas que formam o bando da burra. Os textos são preparados, por vezes, apenas escassas horas antes da leitura pública dos mesmos, que acontece sempre no coreto. A leitura do bando, sempre com rima mais ou menos perfeita e sem palavras proibidas, compreende os acontecimentos que marcaram, sobretudo, a localidade nos tempos mais recentes, a vida da burra falecida assim como os contornos da sua morte e, numa segunda parte, o testamento que o jumento terá deixado, distribuindo as diversas partes do seu corpo a quem delas precisa. Cada quadra, depois de lida, é acompanhada por um audível “auuuuuaaaa!”, dito pelo bando e com o apoio do público presente.

O bando da burra não é mais do que uma crítica social, com humor e uma pitada de picante, e que deve ser ouvido com o espírito aberto. Quem se mostrar ofendido, o mais certo é ouvir, ali mesmo, uma segunda quadra, improvisada na hora, que lhe é dedicada mas com mais algum toque de picante ou ser mencionado, novamente, no ano seguinte e com uma crítica maior.

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