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Dia 18 de maio é o Dia Internacional dos Museus e nada melhor do que conhecer estes edifícios, por vezes espalhados por diversos pólos, como homenagem à sua importância na difusão e preservação da História, da cultura e tradições, da Etnografia, da Ciência, e da Arte (seja ela erudita ou popular), entre outras particularidades.

Neste Top Azores damos-te a conhecer os Museus geridos pelo Governo Regional dos Açores, ficando os municipais e os centros de arte para outra publicação.

Museu de Santa Maria

A história do Museu de Santa Maria recua até ao fim da década de 60 do século XX e inícios da década seguinte por iniciativa do Pároco da Freguesia de Santo Espírito José Maria Amaral, que iniciou uma exaustiva recolha de peças junto da comunidade no sentido de preservar a sua identidade. Inaugurando o então Museu Etnográfico e Paroquial de Santo Espírito, mais tarde e, já na tutela da Cultura, passou a Casa Etnográfica, e em 1996, foi inaugurado oficialmente como Museu da Ilha de Santa Maria, dando inclusive nome à Rua onde se situa.

O acervo da instituição é constituído maoritariamente por peças de etnografia, com especial enfoque nas de cerâmica de produção local, utilizadas nas cozinhas e lojas das casas, e nas atividades agrícolas.

Este museu alberga ainda mais um pólo situado na Zona Histórica de Vila do Porto, mais concretamente na Rua Frei Gonçalo Velho, primeiro burgo urbano nos Açores de características medievo-renascentistas.

Museu se Santa Maria – Pólo de Vila do Porto

Ocupa dois imóveis, o primeiro, a antiga residência do insigne historiador mariense Manuel Monteiro Velho Arruda (Vila do Porto, 5 de dezembro de 1873 — Coimbra, 24 de novembro de 1950), um médico e historiador açoriano; o segundo imóvel dito Casa do Capitão Donatário, provavelmente pertenceu a João Soares de Sousa (Vila do Porto, ca. 1493 — Vila do Porto, 2 de janeiro de 1571), o 3.º capitão do donatário da ilha de Santa Maria.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Morada: Rua do Museu, s/n – Santo Espírito (Vila do Porto)

Contactos: +351 296 884 844 // museu.smaria.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://www.museu-santamaria.azores.gov.pt/

Museu Carlos Machado (São Miguel)

O edifício sede do MCM situa-se no Convento de Santo André

Este Museu situado na cidade de Ponta Delgada é composto por três pólos. O Convento de Santo André (a casa-mãe), o Núcleo de Arte Sacra, na Igreja de Todos-os-Santos ou do Colégio, e o Núcleo de Santa Bárbara, na Igreja de Santa Bárbara.

Museu Açoreano, criado pelo Dr. Carlos Machado, em 1876, abriu ao público a 10 de Junho de 1880, nas instalações do então Liceu Nacional de Ponta Delgada, apresentando colecções de Zoologia, Botânica, Geologia e Mineralogia, hoje consideradas históricas. Em 1890, passou a estar dependente do Município de Ponta Delgada, denominando-se, após 1914, Museu Carlos Machado, em homenagem ao seu fundador.

Em 1930, com a aquisição do Convento de Santo André, abriu-se a possibilidade de reunir num mesmo local numerosas coleções, até então dispersas por vários edifícios da cidade.

Em 1976, o Museu Carlos Machado passou para a tutela da Secretaria Regional da Educação e Cultura e, em 2005, passou a ser a tutelado pela Presidência do Governo Regional dos Açores/Direcção Regional da Cultura.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Moradas: Rua Guilherme Poças (Convento de Santo André – Sede do MCM); Largo do Colégio (Igreja do Colégio – Núcleo de Arte Sacra); e Rua Dr. Carlos Machado, s/n (Núcleo de Santa Bárbara).

Contactos: +351 296 20 29 30/31  // museu.cmachado.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://museucarlosmachado.azores.gov.pt

Ingresso individual: 2 € (por núcleo) / 5 € os três núcleos

Núcleo de Santo André

O circuito expositivo de História Natural é um dos que poderá visitar na Sede do MCM

A história deste imóvel remonta ao século XVI, tendo sido fundado em 1567, por Diogo Vaz Carreiro e sua mulher Beatriz Rodrigues Camelo, e entregue definitivamente à ordem feminina de S. Francisco, em 1577. Este edifício é um dos belos exemplares de arquitectura conventual de Ponta Delgada, tendo sofrido várias alterações ao longo dos séculos, até ser adaptado a Museu em 1930.

Na visita a este imóvel pode valorizar-se o circuito conventual, de clausura, destacando-se a portaria antiga, os parlatórios, o coro alto, o coro baixo e a sua Igreja, cuja fachada apresenta a magnífica decoração em pedra vulcânica, ao gosto dos séculos XVIII e XIX, sobressaindo as janelas setecentistas. No seu interior, de nave única, as paredes laterais e o tecto abobadado apresentam pinturas a fresco, executadas em 1820, sendo da mesma época os altares e o púlpito de talha dourada.

Oferece aos visitantes dois circuitos expositivos: História Natural e Memória do Convento.

Núcleo de Santa Bárbara

Foto: GACS

O Recolhimento de Santa Bárbara remonta ao início do séc. XVII, e foi mandado construir por Roque Teixeira Fonseca e sua esposa Maria Esteves, que também fizeram erguer a ermida sob a invocação de Santa Bárbara. A partir de 1662, as suas filhas passaram a viver nesta casa, como se fossem freiras recolhidas, de hábito branco e sob a Ordem Terceira de Santo Agostinho.

Com a passagem deste imóvel para o Museu Carlos Machado, iniciou-se o processo de adaptação a novos desígnios. Actualmente, o antigo Recolhimento de Santa Bárbara, reabilitado pelo Governo dos Açores, assume funções museológicas, apresentando-se como um lugar de memória, habitado pela cultura.

Núcleo de Arte Sacra – Igreja do Colégio

A primitiva Igreja do Colégio dos Jesuítas é um exemplar belíssimo do Barroco

No século XVI a Companhia de Jesus expandiu-se aos Açores, fundando as suas Residências e os seus Colégios em várias Ilhas deste Arquipélago, nomeadamente em S. Miguel, na cidade de Ponta Delgada, a partir do ano de 1591.

A primitiva Igreja do Colégio dos Jesuítas de Ponta Delgada, de invocação a Todos os Santos, por ter sido lançada a primeira pedra em 1 de Novembro de 1592, deu lugar a um monumento ímpar de criação barroca, com exuberantes elementos decorativos na sua fachada, de pedra vulcânica, na talha do retábulo do altar-mor e nos painéis de azulejos setecentistas.

Com a expulsão dos Jesuítas, por ordem do Marquês de Pombal, em 1760, esta igreja ficou destituída de grande parte dos seus bens e alfaias religiosas, desaparecidos ou integrados noutros templos da Ilha, principalmente a partir de 1800, ano em que se interrompeu o culto.

Em 1834, a igreja foi adquirida ao Estado, por Nicolau Maria Raposo de Amaral, proprietário do Colégio dos Jesuítas, por herança paterna. Passados 139 anos, seus descendentes e herdeiros doaram a Igreja de Todos os Santos, com o respectivo espólio, à Câmara Municipal de Ponta Delgada, que deliberou ceder o espaço ao Governo Regional dos Açores, em 1977, para instalação do Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado, tendo sido o projecto museológico aprovado em 2004.

Foto: Catarina Branco

Do acervo artístico, mantido na igreja desde o tempo dos Jesuítas, estão em exposição, na nave e sacristia, pinturas e esculturas dos séculos XVII e XVIII, com destaque para a Coroação da Virgem, de Vasco Pereira Lusitano (1535 – 1609), pintada em Sevilha no ano de 1604, e quadros que representam passos da vida de S. Francisco Xavier, atribuídos a Bento Coelho da Silveira (1620-1708). Neste invulgar conjunto patrimonial foi integrada a colecção de Arte Sacra do Museu Carlos Machado.

No início do século XXI, este antigo templo transforma-se em espaço de fruição cultural, cuja vocação será sempre de conhecimento e ensino.

Museu de Angra do Heroísmo

Foto: Carlos Luís M. C. da Cruz – O edifício sede situa-se no Convento de São Francisco. Anexada encontra-se a Igreja de Nossa Senhora da Guia

A instituição foi criada pelo Decreto-Lei nº 37 358, de 30 de Março de 1949, por iniciativa da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, que o tutelou até à sua integração no Governo dos Açores em 1976.

A partir de 1969 foi instalado no seu atual local, nas dependências do antigo Convento de São Francisco, antigo edifício do século XVII, com claustro e igreja de grande porte arquitetónico.

Exposição: E o aço mudou o mundo… Uma Bataria de Artilharia Schneider-Canet nos Açores. Foto: All About Portugal

O espólio do Museu de Angra é vasto e diversificado, abrangendo a história regional e as suas relações com o mundo. Destacam-se as suas coleções de etnografia, armaria e militaria, pintura, escultura, mobiliário, traje, transporte, cerâmica, instrumentos musicais, brinquedos, fotografias, medalhística e numismática, além de história natural.

Em termos de arte sacra, o acervo reparte-se em imaginária, alfaias e paramentaria.

No tocante a Artes Plásticas contemporâneas, destaca-se a coleção António Dacosta, artista natural de Angra do Heroísmo, reconhecido internacionalmente.

É constituído também pelo Núcleo Museológico de História Militar Manuel Coelho Baptista de Lima, e os seguintes edifícios: Ermida do Espírito Santo, Império da Rua de São Pedro, Bateria Antiaérea da 2.ª Guerra Mundial, no Monte Brasil, Armazém da Canada de Belém e Forte de São Pedro, nos Biscoitos, além da Igreja anexa ao Convento da Sede, a Igreja de Nossa Senhora da Guia.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Moradas: Ladeira de São Francisco, Angra do Heroísmo (Sede); Rua da Boa Nova, Angra do Heroísmo (Núcleo Museológico de História Militar)

Contactos: +351 295 240 800 (sede) / +351 295 218 383 (Núcleo Museológico de História Militar) // museu.angra.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://museu-angra.azores.gov.pt

Ingresso individual: 2 €

Núcleo Museológico de História Militar Manuel Coelho Baptista de Lima

O Núcleo de História Militar Manuel Coelho Baptista de Lima, instalado no antigo Hospital Militar da Boa Nova, acolhe a notável Coleção de Militaria do Museu de Angra do Heroísmo, sendo único museu português não integrado no Ministério da Defesa subordinado a esta temática, em que estão representadas não só os três ramos das Forças Armadas nacionais e estrangeiras, como também as forças paramilitares militarizadas, nomeadamente a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana.

Composto por peças de artilharia ligeira e pesada, armas de fogo, armas brancas, proteções metálicas, projéteis, equipamento de logística, arreios, uniformes e condecorações, este acervo, na sua maior parte acomodado em reservas concebidas em obediência à tipologia dos diferentes materiais, reflete o interesse pela área militar e o espírito coleccionista do primeiro diretor do Museu de Angra do Heroísmo, Manuel Coelho Baptista de Lima, que, durante mais de três décadas, garantiu por várias vias o seu enriquecimento.

Museu do Pico

Museu do Pico reúne as extensões do Museu dos Baleeiros, na vila das Lajes, do Museu da Indústria Baleeira, na vila de São Roque, e do Museu do Vinho, na vila da Madalena.

Os três polos/núcleos museológicos assumem-se como instrumentos capazes de propiciar a valorização do património cultural da ilha do Pico e de colaborar na construção da sua identidade, fazendo o levantamento, a preservação, o estudo e a divulgação das suas memórias coletivas, associadas aos históricos ciclos regionais da baleação e da vitivinicultura.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Moradas: Rua dos Baleeiros, 13 – Lajes do Pico (Museu dos Baleeiros); Rua do Poço, São Roque do Pico (Museu da Indústria Baleeira); e Rua do Carmo, Madalena (Museu do Vinho)

Contactos: +351 292 679 340 // museu.pico.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://www.museu-pico.azores.gov.pt

Museu dos Baleeiros

O Museu dos Baleeiros nas Lajes do Pico é o único em Portugal especializado na baleação artesanal, estacional e costeira.

O edifício do museu é constituído por um conjunto de três Casas de Botes Baleeiros do séc. XIX, complementado por uma tenda de ferreiro, anexa, integrada num novo corpo edificado – fortemente marcado por uma arquitetura de inspiração baleeira norte-americana – que alberga um arquivo e uma biblioteca especializada na temática baleeira.

Núcleo do bote baleeiro açoriano. Foto: All about Portugal

O Museu dos Baleeiros é constituído por cinco núcleos expositivos de longa duração:

1Núcleo do bote baleeiro açoriano

2. Núcleo da tenda de ferreiro

3. Núcleo do baleeiro em terra

4. Núcleo da construção naval

5. Núcleo da arte baleeira (Scrimshaw)

Museu da Indústria Baleeira

O Museu da Indústria Baleeira, antiga Fábrica da Baleia Armações Baleeiras Reunidas, Lda., em São Roque do Pico, é o primeiro museu industrial público dos Açores. A Sociedade das Armações Baleeiras Reunidas, Lda., constituída em 1942, articulou dois sistemas produtivos: a pesca da baleia (cachalote) e a produção dos seus derivados, assim como a sua respetiva comercialização. Esta unidade fabril, o maior e o mais importante complexo de transformação e processamento de cachalotes dos Açores, que laborou entre 1949 e 1984, é uma construção industrial, com uma área total de cerca de 1200m2.

O Museu da Indústria Baleeira é um museu de arqueologia industrial. De carácter etnográfico são os objetos de corte e desmancho/esquartejamento de cachalotes, documentação referente à atividade da Fábrica, fotografias relacionadas com a atividade baleeira e com o Porto de São Roque do Pico, bem como as miniaturas de cachalotes e de embarcações baleeiras.

Museu do Vinho

Foto: Diogo Duarte / Olhares Sapo

A organização de um museu subordinado à temática da vinha identifica-se com a principal atividade económica exercida pela comunidade que ocupou este território, desde o seu povoamento. Na Madalena reúnem-se, de facto, várias condições favoráveis para se construir um museu de memórias e tecnologias agrícolas associadas ao vinho, quer pela extensão e expressão da vinha que domina a paisagem, quer pela existência de um espaço que, durante séculos, foi dedicado ao fabrico do vinho: as instalações agrícolas que pertenceram ao Convento do Carmo – magnífico imóvel, dos sécs. XVII-XVIII, mansão de veraneio dos frades carmelitas sedeados na cidade da Horta –, símbolo arquitetónico da fase opulenta do Ciclo do Vinho Verdelho, na ilha do Pico

Foto: José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa

O Museu do Vinho compreende as seguintes áreas:

1. Casa Conventual dos Carmelitas

2. Edifício dos Alambiques/Receção

3. Edifício do Lagar

4. Mirante e Vinha

5. Mata de Dragoeiros 

Museu da Horta

O Museu da Horta foi criado em 1977, pelo Decreto Regulamentar Regional nº21 de 18 Julho, como um serviço externo da Direção Regional dos Assuntos Culturais, tendo-lhe sido atribuído para a sua instalação o antigo Colégio dos Jesuítas, um imóvel do séc. XVIII, anexo à Igreja Matriz da ilha do Faial, classificado como Monumento Regional.

Repositório de um património de valor simbólico, o Museu da Horta é formado por conjunto heterogéneo de coleções, compreende um período cronológico que vai do século XVI à atualidade: etnografia, objetos e engenhos ligados a antigos ofícios e às tecnologias tradicionais agrícola, do linho, da lã e cerâmica; objetos tecnológicos, relacionados com a história do Porto da Horta, como com as estações do cabo submarino que entre os séculos XIX a XX operaram neste centro nevrálgico de comunicações do Atlântico Norte; arte sacra; artes plásticas; documentos fotográficos; documentos impressos e manuscritos; exemplares de história natural.

Para além do espólio descrito, realça-se a exposição permanente em miolo de figueira, uma coleção única no mundo que o integra desde o ano de 1980, sendo esta produção de um único autor, Euclides Rosa.

Além da Sede é composto pelo Pólo Casa Manuel de Arriaga.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Moradas: Palácio do Colégio – Largo Duque d´Avila e Bolama, Horta (Sede); e Travessa de São Francisco, 2 – Horta (Casa Manuel de Arriaga)

Contactos: +351  292 293 361 //museu.horta.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://www.museu-horta.azores.gov.pt

Casa Manuel de Arriaga

A “Casa Manuel de Arriaga” é um imóvel originário do séc. XVIII, classificado de Interesse Público, que foi a residência do 1º Presidente da República Portuguesa, eleito a 24 de Agosto de 1911.

Com projeto de arquitetura de Rui Pinto e Ana Robalo | Arquitetos, programa museológico do Museu da Horta e projeto museográfico de Rui Filipe e Claúdia Zimmermman, este equipamento cultural evoca a insigne figura faialense, Manuel de Arriaga, 1º Presidente da República Portuguesa, que ali nasceu e viveu grande parte da sua juventude, destacando-se as suas várias valências funcionais: espaços para a exposição de longa duração e projeção de filme, exposições temporárias, consulta de documentação digitalizada e biblioteca, sala polivalente e reduto verde.

Museu da Graciosa

Foi num contexto político de valorização e proteção do património cultural açoriano que, em 1977, foi criada a casa etnográfica da Ilha Graciosa, espaço de acolhimento do acervo museológico inicial e que foi sendo posteriormente reestruturado e ampliado, tomando a partir de 1991 a designação de Museu da Graciosa.

Instalada num granel, edifício representativo da arquitetura local e do passado socioeconómico da ilha, ligado à produção e ao armazenamento dos cereais e do vinho, a Casa Etnográfica foi inaugurada a 6 de dezembro de 1983, com um programa expositivo assente na ideia da museografia ilustrativa dos espaços domésticos graciosenses e dos ofícios tradicionais, tendo sido mantidos os três lagares de origem.

Em 2009, o Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional da Cultura, procedeu a concretização do projeto de reprogramação e ampliação do Núcleo-sede, instalado num antigo edifício composto por granel, lagares e adega, construído nos finais do seculo XIX e que pertenceu a uma abastada família graciosense.

É constituído, para além do edifício sede, pelos seguintes pólos: Moinho de Vento, no Lugar das Fontes; Barracão dos Botes Baleeiros, na  Rua Pedro Roberto Dias da Silva;  e Casa das Debulhadoras.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Morada: Largo Conde de Simas, 17 (Santa Cruz da Graciosa)

Contactos: +351  295 712 429 // museu.graciosa.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://www.museu-graciosa.azores.gov.pt

Museu das Flores

O Museu das Flores é uma instituição criada em 1977 na dependência do departamento da administração regional competente em matéria de cultura. O museu está localizado na vila de Santa Cruz das Flores.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Morada: Convento de São Boaventura – Largo da Misericórdia, Santa Cruz das Flores // Rua do Boqueirão, 2 – Santa Cruz das Flores (Museu da Fábrica da Baleia do Boqueirão)

Contactos: +351  292 592 159 // museu.flores.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://www.museu-flores.azores.gov.pt

A instituição dispõe de um rico acervo museológico, onde as colecções de etnografia e arqueologia subaquática estão, desde 1993, instaladas no Convento de São Boaventura. O núcleo inicial da coleção do Museu das Flores surgiu por volta de 1960, quando João António Gomes Vieira, começou a colecionar objetos etnográficos, com destaque para os scrimshaw. Essa coleção foi incorporada em 1977 na Casa Etnográfica da Ilha das Flores, a instituição que precedeu o atual Museu.

Cabe também ao Museu das Flores a gestão do Museu da Fábrica da Baleia do Boqueirão.

Museu da Fábrica da Baleia do Boqueirão

A fábrica foi mandada construir por Francisco Marcelino dos Reis para aproveitamento do óleo de cachalote e produção de guanos. Os trabalhos decorreram entre 1941 e 1944. Esteve na posse de vários proprietários e encerrou a atividade em 1981. Foi recuperado e convertido a espaço museológico em 2015.

Museu Francisco de Lacerda (São Jorge)

Em finais dos anos setenta do século XX um grupo de cidadãos da Calheta e da Ribeira Seca toma a iniciativa de organizar uma exposição etnográfica,tendo reunido coleções de tecelagem, mobiliário e alfaias agrícolas para o efeito. Na sequência da aquisição, por parte da Secretaria Regional da Educação e Cultura, de um edifício fronteiro ao mar na vila da Calheta, mandado construir pelo Ouvidor Padre Francisco de Azevedo Machado Neto, foi formada uma comissão instaladora da Casa Etnográfica de São Jorge com as referidas coleções. A Casa Etnográfica foi posteriormente convertida em museu de ilha, inaugurando o Museu de São Jorge em 1991.

As coleções que integram o acervo do Museu Francisco de Lacerda em São Jorge são sobretudo de carácter etnográfico e datam dos séculos XIX e XX, abrangendo as seguintes temáticas: cerâmica, têxteis/tecelagem, agricultura, pecuária e mobiliário. É de assinalar ainda uma importante coleção relativa ao Maestro Francisco de Lacerda, natural desta ilha açoriana.

Exposição referente ao compositor conterrâneo Francisco de Lacerda, que dá nome ao museu

Este edifício, segundo conta uma lenda tinha no rés-do-chão um compartimento onde os antigos proprietários mandavam matar quem lhes não agradasse. Actualmente uma das paredes do rés-do-chão apresenta-se com forma irregular, feita com grandes pedras à vista porque durante uma agonia de um dos executados, este ali terá encostado a mão ensanguentada deixando marcas que a cal branca não conseguiu cobrir porque a tinta cai sempre que é aplicada. Além disto há quem afirme que o seu antigo proprietário ali volta de quando em vez atormentado pelos remorsos das almas que mandou matar.

 

Informações:

Aberto de terça-feira a domingo e feriados.

Inverno – Das 9:30 às 17 h.

Verão –  Das 10 às 17:30 h.

Morada: Rua José Azevedo da Cunha, Calheta

Contactos: +351 295 416 323 // museu.flacerda.info@azores.gov.pt

Site oficial – http://www.museu-franciscolacerda.azores.gov.pt

Já visitaste algum destes museus? Se sim, quais? Quais gostarias de visitar? Comenta aqui ou na publicação na página de Facebook da Agenda dos Açores.

 

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